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Produtos químicos para a ETE de lavagem de veículos

Para lava-jatos, concessionárias e frotas

A água de lavagem de veículos chega à ETE com areia, material sedimentável, óleo e detergente. A caixa de areia e a caixa separadora de água e óleo (CSAO) retêm a maior parte. O que sobra são os sólidos finos e a turbidez. Eles vão para o tratamento complementar, que em geral é físico-químico: correção de pH, coagulante e polímero floculante. Quando a água volta para a lavagem, entram depois um filtro de areia e um de carvão ativado. A Wasser fornece esse conjunto a partir de Novo Hamburgo (RS): PAC, polímero aniônico, soda cáustica, areia filtrante e carvão ativado granulado. O coagulante e o polímero são comparados no jar test, com a amostra da sua ETE.

Os nomes do setor

Lava-jato, lava-rápido e lavagem comercial de veículos são a mesma atividade. Nas concessionárias, transportadoras e frotas, a lavagem costuma ser de frota própria, de veículos leves e pesados.

No licenciamento ambiental do RS, a atividade é a Lavagem Comercial de Veículos, código de ramo (CODRAM) 3430,10 da Resolução CONSEMA nº 372/2018. A diretriz de Novo Hamburgo vale também para empreendimentos que lavam veículos em qualquer etapa do processo.

O que a diretriz de Novo Hamburgo exige

A Diretriz Técnica para o Licenciamento Ambiental de Lavagem Comercial de Veículos, da Prefeitura de Novo Hamburgo (versão 06, de 04/03/2020), define o tratamento mínimo por tipo de empreendimento:

Tipo de empreendimento Tratamento mínimo
Lavagem comercial de MEI, com área de lavagem abaixo de 100 m² caixa de areia e CSAO
Lavagem comercial e concessionárias CSAO e tratamento complementar, com reúso de no mínimo 50% do efluente tratado
Lavagem de veículos pesados, por prestação de serviço ou em frota própria CSAO e tratamento complementar, com reúso de no mínimo 50% do efluente tratado
Oficina mecânica, chapeação e pintura com lavagem CSAO e tratamento complementar, com reúso de no mínimo 50% do efluente tratado

A diretriz também exige:

  • Tratamento preliminar. A caixa de areia e a CSAO são obrigatórias em todos os tipos e precisam de projeto de profissional habilitado, com ART. Se a tecnologia de tratamento dispensar as duas, a equipe técnica da Prefeitura pode aceitar, com fundamentação técnica e o efluente dentro da Resolução CONSEMA nº 355/2017 e da Resolução CONAMA nº 430/2011.
  • Medição do reúso. O projeto de reúso prevê medidores de vazão: tratada, recirculada, lançada e de água nova. Esse monitoramento entra como condicionante da licença.
  • Padrão de lançamento. O efluente só é lançado depois de tratado e dentro das normas ambientais aplicáveis.
  • Óleo. O óleo retido na CSAO vai para destino licenciado, com comprovante.
  • Detergente. De preferência, biodegradável e de pH neutro.

Outros municípios e a FEPAM têm regras próprias: confira a do órgão que licencia a sua atividade. A Wasser não projeta a ETE nem emite ART. Ela fornece os produtos do tratamento complementar e do reúso.

A sequência de tratamento e o produto de cada etapa

EtapaO que fazProdutoEspecificaçãoFonte
Caixa de areia e CSAOretêm o material sedimentável e o óleo livre— (estrutura da ETE, sem produto químico)—diretriz de Novo Hamburgo
Correção de pH, antes ou junto da coagulação, nunca depoisleva o efluente à faixa em que o coagulante trabalhasoda cáustica líquida 50%concentração de 49 a 51%boletim técnico do fabricante nº 329, rev. 08, de 12/05/2022
Coagulaçãodesestabiliza os sólidos finosPAC 18%Al₂O₃ de 16 a 20%boletim técnico do fabricante nº 035, rev. 10, de 16/09/2025
Floculaçãojunta o floco para decantar ou flotarpolímero aniônico, em pó ou em solução prontapó: solução de trabalho de 0,1 a 0,5%, usada em até 2 diasboletim técnico do fabricante nº 344, rev. 06, de 15/12/2021
Filtraçãoretém o sólido que passou do decantadorareia filtrantegranulometria de 0,4 a 0,8 mm, em sacos de 25 kginformação comercial da Wasser, de 21/10/2026
Polimento para reúsoremove cor, odor e matéria orgânica residualcarvão ativado granuladotamanho efetivo de 0,90 a 1,00 mm, para leito fixo; o boletim indica o uso no polimento final de efluentes, para remoção de cor e DQOboletim técnico do fabricante nº 119, rev. 06, de 03/12/2021
Controleacompanha o pH na operaçãofita indicadora de pH, de 0 a 14——

As doses dependem do efluente e do sistema e saem do jar test: nenhum boletim traz dose para ETE de lavagem.

O que vemos nas ETEs de lavagem que atendemos

  • O conjunto típico. Concessionárias, oficinas, lava-jatos e frotas compram conosco os produtos desta página. O conjunto mais comprado junta PAC, polímero, soda e carvão ativado, muitas vezes com areia: é o de uma ETE com filtro para reúso.
  • O filtro virou rotina. Com o reúso mínimo de 50% exigido pela diretriz, a etapa de filtro deixa de ser opcional. O carvão satura com o uso, e a areia colmata e pede retrolavagem. A troca do carvão se decide pelo resultado na saída do filtro, não pelo calendário: trocar cedo gasta carvão, e trocar tarde devolve sujeira para a lavagem.
  • A carga muda com o movimento. O volume lavado varia ao longo da semana, e a carga do efluente varia com ele. Por isso o jar test usa uma amostra de dia típico. Quando a operação muda ao longo da semana, o ajuste da dose fica com quem opera a ETE.
  • O detergente conta. Detergente muito alcalino ou muito ácido mexe no pH do efluente e, com isso, na dose de coagulante. É uma das razões de a diretriz recomendar detergente biodegradável de pH neutro. Ele também faz espuma, e parte das ETEs que atendemos usa antiespumante para controlá-la.

Quando lavar e quando trocar cada filtro:

  • Areia, na rotina: a colmatação. O manômetro da entrada sobe em relação ao da saída, em geral mais de 0,5 a 0,7 kgf/cm² (7 a 10 psi) de diferença, ou a vazão de saída cai. É hora da retrolavagem, com água tratada.
  • Areia, no fim da vida útil. Qualquer um destes sinais pede a troca da carga de areia, ou a reposição do nível:
    • a pressão já começa alta logo depois da retrolavagem;
    • o polímero e o resto de óleo grudam nos grãos e formam torrões, as "bolas de lama", que a retrolavagem não desfaz;
    • o leito empedra, a água abre caminhos e a turbidez passa direto;
    • o leito perde altura, porque o atrito das retrolavagens gasta os grãos ao longo dos anos.
  • Carvão, na rotina: a compactação. A pressão sobe um pouco ao longo da semana, com os finos que se juntam no topo do leito. Uma retrolavagem rápida descompacta o leito.
  • Carvão, na troca: a saturação. O sinal não está no manômetro, e a pressão pode seguir normal. Está na água de saída, e qualquer um destes sinais pede a troca da carga por carvão virgem:
    • a espuma do detergente volta, no descarte ou no reservatório de reúso;
    • volta o cheiro de oficina ou de solvente, ou a água sai amarelada do filtro;
    • a DQO ou os óleos e graxas solúveis sobem nas análises.

Perguntas frequentes

Quais produtos químicos uma ETE de lava-jato precisa?

Em geral, quatro grupos:

  • um coagulante, como o PAC;
  • um polímero floculante;
  • um alcalinizante para corrigir o pH;
  • para o reúso, areia filtrante e carvão ativado.

O conjunto exato depende do efluente e do sistema da ETE e se confirma no jar test. A caixa de areia e a CSAO vêm antes e não usam produto químico.

A diretriz de Novo Hamburgo exige reúso da água?

Sim. Lavagem comercial, concessionárias, lavagem de veículos pesados e oficinas com lavagem precisam de CSAO, tratamento complementar e reúso de no mínimo 50% do efluente tratado. O MEI com área de lavagem abaixo de 100 m² precisa de caixa de areia e CSAO (diretriz técnica, versão 06, de 04/03/2020).

Qual coagulante usar na ETE de lavagem de veículos?

O PAC é o coagulante mais comprado pelos nossos clientes do setor. Alguns deles usam o tanino, um coagulante de origem vegetal, no lugar do PAC. A escolha e a dose saem do jar test, com a amostra da sua ETE: o mesmo coagulante rende diferente em efluentes diferentes.

Polímero aniônico ou catiônico?

Depois de um coagulante metálico como o PAC, o polímero costuma ser aniônico. O PAC neutraliza a carga negativa da sujeira e a envolve em microflocos de hidróxido de alumínio, de superfície positiva, onde o polímero aniônico se liga para formar flocos grandes. Confirme no jar test: o peso molecular e a densidade de carga também mudam o resultado.

De quanto em quanto tempo trocar o carvão ativado do filtro?

Quando ele satura, não por data. O sinal não está no manômetro, porque a pressão pode seguir normal: está na água de saída. A espuma do detergente volta, o odor ou a cor voltam, ou a DQO e os óleos e graxas sobem nas análises. Aí a carga se troca por carvão virgem. A areia do filtro não satura: ela colmata, e a limpeza é a retrolavagem.

A Wasser faz o projeto da ETE ou o licenciamento?

Não. O projeto da caixa de areia, da CSAO e do tratamento complementar é de profissional habilitado, com ART, como pede a diretriz. A Wasser fornece os produtos e o jar test para escolher o coagulante e o polímero, e envia a pedido as fichas de segurança e os boletins técnicos dos produtos.

Vocês atendem fora de Novo Hamburgo?

Sim. Atendemos a partir de Novo Hamburgo (RS), com entregas programadas para todo o território nacional. Para a cotação, pelo WhatsApp ou por e-mail, diga a cidade da ETE e quanto você usa de cada produto por mês: a distância e a quantidade mudam o prazo e a forma de entrega.

Compare o coagulante e o polímero na água da sua ETE.

No jar test, testamos os nossos produtos contra os que você usa, na sua amostra, e enviamos os ensaios e a dosagem de cada resultado.

Produtos desta página: Policloreto de alumínio (PAC) · Polieletrólito em Pó (Polímero) · Soda cáustica líquida 50% · Carvão Ativado (Pó e Granulado)

Revisado pela Equipe Técnica Wasser em 21/10/2026. Exigências: Diretriz Técnica para o Licenciamento Ambiental de Lavagem Comercial de Veículos, Prefeitura de Novo Hamburgo, versão 06, 04/03/2020. Especificações: boletins técnicos do fabricante; a da areia filtrante, informação comercial da Wasser.